Foi anunciada nessa semana a presença da banda Muse no Rock
in Rio 2013. Isso representa não só o retorno em massa do rock and roll para a
cidade maravilhosa, mas a presença do novo rock em um festival que tenta (e
consegue) se reinventar.
A edição de 2011 fincou a bandeira da marca novamente no
Brasil, mas não foi unânime. Muita gente reclamou das pixotadas na programação
nem tão rock and roll. Talvez por isso, a organização fez questão de apresentar
de cara para 2013 alguns dinossauros do bom rock: Metallica, Alice in Chains,
Bruce Springsteen, Sepultura e Iron Maiden.
O delírio foi instantâneo. Mas, como fã de todas essa
bandas, confesso a dor no peito de não ver nada de novo em um evento que vai
perdurar no Brasil. Apesar de ainda tocarem para caralho, estão todas no ciclo
final da carreira. “E daí? Os caras ainda
são foda!!”. E daí que a marca fica cada vez mais forte (leia-se rica) e em
breve perderá sua mão-de-obra. Isso só aumenta a chance de termos Luan Santana
no Rock in Rio 2020.
Calma, não se mate.
Aí que entram os ingleses do Muse. Em 2010, os gringos
fizeram um puta show no Rock in Rio Lisboa (vídeo) e por mais discreta que
tenha sido a passagem pelo Brasil em 2008, o sucesso dos filmes neo vampirescos
e a participação na turnê do U2 popularizaram seu magnífico som: solos de
guitarra, baixo distorcido, batidas sampleadas e vocais sintetizados. A
roupagem misteriosa de um (enfim novo) rock and roll está de volta ao país.
O show do Muse no Rock in Rio representa mais do que um novo componente em uma programação que tem tudo para ser avassaladora. Ele é o braço estendido no peito do Luan Santana e Cláudia Leitte. Uma esperança de que a era do rock está apenas começando.
E não que 2013 seja unânime. Mas que já está mostrando ao que virá, está.
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